Consagrados, lhes apresento uma análise do belíssimo The Last Guardian, jogo da Team Ico e projeto da lenda Fumito Ueda! (Sim, é a segunda vez que faço análise desse jogo idai? Amo ele!) Foi desenvolvido pela SIE Japan Studio e publicado pela Sony Interactive. Projeto de Fumito Ueda, The Last Guardian é chamado de Hitokui no Ōwashi Toriko no Japão e foi lançado oficialmente dia 6 de dezembro de 2017 após durar 10 anos em puro desenvolvimento! Ueda e sua equipe Team Ico estavam prestes a desistir de lançar ao público o título tão esperado, mas pela insistência e pedido dos fãs da agora Trilogia, Ueda continuou e encerrou o desenvolvimento de Last Guardian lançando-o em dezembro de 2017. Apesar das críticas por muitos acharem o jogo fraco por um tempo tão demorado de desenvolvimento, Guardian alcançou 1 milhão de unidades vendidas e CHORA MAIS. Vamos lá. Em um mundo totalmente desconhecido pelos personagens, um garoto cujo nome não é citado segue em busca de voltar para casa junto de seu amigo feral; Trico. A criatura que inicialmente parece ''raptar'' o menino de sua vila, acaba sofrendo um contratempo e se metendo em uma grande emboscada. Tudo começa com um ar de desconfiança entre os dois personagens, até porque Trico é uma fera gigante, um tipo de pássaro misturado com gato, além de ser o ''sequestrador'' do menino digamos assim. Apesar de terem tido um início bem perturbado principalmente pro lado do menino, ele parece não se importar e tenta ajudar a criatura quando percebe que a mesma está ferida. A falta de confiança é grande mas a fera cede à mão de ajuda. Quando começam a confiar mais um no outro eles passam a se ajudar pra escapar do lugar que mais parecia um santuário/prisão, mas no momento em que fazem isso se tornam inimigos no olhar dos estranhos habitantes locais. É claro que com um bicho daqueles nenhum carinha ia ser capaz de parar a dupla perfeita, mas não bastava apenas sair dali pra tudo ficar bacana de novo. Conforme vai jogando você percebe que tem algo muito errado naquele lugar e que nada faz sentido (quase nada!) já que, como sempre, Fumito Ueda adora deixar leves pistas do que está ocorrendo mas nunca da uma resposta completa. Prova de como isso atinge forte seus jogos é em Shadow of the Colossus, que mesmo após 10 anos desde seu lançamento os jogadores continuam a encontrar easter eggs e a desvendar mistérios nunca solucionados. Voltando à The Last Guardian, muitas dúvidas foram deixadas quanto ao enredo, mas as pequenas pistas fazem com que criemos nossas próprias teorias, nossos amigos criem as deles e nós acabamos juntando todas elas e tentando encaixar na história de ICO e SOTC (ambos títulos de Fumito Ueda), isso acontece com mais frequência entre os fãs da ''trilogia'' de Ueda já que ele mesmo admitiu ter posto ligações entre Shadow of the Colossus e ICO, então o que impede Last Guardian dar respostas à mistérios impossíveis de Shadow? A essência Ueda atinge The Last Guardian de uma maneira ótima aos fãs do projetista e seus trabalhos, como em Shadow of the Colossus a jogabilidade principalmente na parte de controle do menino (protagonista) é toda bagunçada. Uma explicação pra isso é que o personagem é apenas um garoto, é claro que ele teria dificuldades pra pular de estrutura em estrutura ou se agarrar em uma besta híbrida gigante pra saltar de torres malignas cujo fim do abismo abaixo é impossível ver a olho nú (NA VERDADE É IMPOSSÍVEL VER). Enfim, para quem já teve experiências com outros games da Team Ico sabe do que estou falando. Além disso uma das características mais bacanas do jogo é a possibilidade de dar comandos ao Trico, o garoto pode subir até a cabeça dele (onde é mais recomendável pra se dar comandos a um gigante) e mandá-lo seguir em frente, saltar, parar e todos aqueles sinais mais simples. Como eles não sabem como se comunicar o protagonista da seu jeito de fazer uns sinais, pular e se manobrar para que Trico entenda o que ele quer dizer. É bem divertido. Os gráficos de The Last Guardian são grandemente realistas da forma dele. Não é o tipo de ultra-realismo que a gente encontra na maioria dos jogos, o estilo único de Ueda sempre deixa bem claro quem foi o projetista por trás do game. Tanto em Shadow quanto em Last Guardian os gráficos optam por tons cinzentos e mais escuros, quando o ambiente está repleto de vegetação as cores mudam drasticamente pra algo mais vivo, as estruturas são todas detalhadas e passam a impressão de que tudo é mais velho do que a nossa época no jogo e podem desmoronar a qualquer momento. Outra coisa muito bacana é como as coisas sempre deixam alguma pista se prestarmos atenção, por exemplo por mais que o lugar tenha detalhes que deixam obvio como está velho, se olharmos com mais cuidado TUDO é enorme. Tamanho te lembra algo? Trico. Agora o que significa vocês vão jogar pra descobrir xD. Minha parte favorita em qualquer jogo, principalmente quando se trata das obras de arte de Fumito Ueda NÃÃO tem como passar em branco. Ouçam essa e o tema principal e as demais recomendo procurar pelo YouTube, pois são todas incrívels! (chorando aqui) > Infelizmente o jogo é exclusivo do PS4. > Alguns bugs bem horrendos envolvendo Trico. > O jogo acaba. =C > História envolvente (mesmo que deixe muitos buracos) > Cria-se um laço de amizade com Trico, não digo do personagem, e sim de nós que jogamos. A gente também passa a ver a fera como um grande companheiro. > Gráficos lindos, cenários de arrancar lágrimas. > Músicas extraordinárias, vida longa à orquestra. > Experiência única, vida longa ao Ueda. História: 9.8 Gráficos: 9.9 Músicas: 10 Imersão: 9 Experiência: 10 Diversão: 9.8 Facilidade de acesso: 8 Distribuição às plataformas: 8 (é ótimo por ser o PS4, mas limita-se por ser um console de difícil acesso no BR) Nota Geral: 9.8 Então foi isso, espero que tenham gostado. Finalizamos por aqui e até mais Uedazinhos Fonte(s): 1 / eu Att, tia Sayaka bjs
Tive a oportunidade de jogar esse jogo por um tempo, amei o jogo assim como amei ICO, Shadow of the Colossus. Recomendo d+.