Boa tarde pessoas. *-* Então, eu estou com um projeto de livro a algum tempo já... Mas estava meio desanimada de escrever...
Eu vou postar o prologo aqui, me digam o que vocês acham.
A opinião de vocês é de grande valia para mim *-* Espero que gostem.
Coragem, a habilidade de confrontar o medo, a dor, o perigo, a incerteza ou a intimidação.
Pode ser um sentimento ou uma qualidade tão forte capaz de enfrentar todos os desafios que lhe são impostos. Você se considera uma pessoa corajosa? Se irá dizer que sim, repense novamente na resposta. Não estou tentando confronta-lo, só quero que se ponha em uma situação que usar coragem e principalmente confiança seria fundamental para sobreviver. Então pense, coloque-se em uma situação que você terá que enfrentar a dor de matar alguém que um dia foi seu amigo, seu familiar. Enfrente o medo de estar sendo perseguido por o que não se pode dizer que é humano. A incerteza de não saber o que aconteceu aos que moram longe de você e a tantos outros, e a intimidação de enfrentar seus piores temores, que a seu ver não pode ser real, que aquilo é apenas um pesadelo que logo você irá acordar. E então você não acorda, e continua a correr sem destino algum. Você não é corajoso, você sabe que neste momento, você é um covarde como todos os outros que tiveram aquele fim. Você está confuso, está se perguntando o porquê destas perguntas baseadas em algo fictício, certo? Eu também me perguntei isso diversas vezes, e o quanto eu usaria desta palavra para continuar. Coragem... Porque de repente você tem que virar seu próprio herói, seu próprio salvador, porque você sabe que ninguém irá salva-lo. E se você continuar a hesitar você se tornará parte da comida, e logo será um deles, alguém sem alma caminhando apenas pelo instinto. Minha ultima pergunta, até quando irá ficar nesta posição de covarde? Erga-se, agora! Lute e mostre a si próprio a coragem que todos nos temos. Eu precisei usa-la, porque esqueça tudo que um dia você conheceu, as regras mudaram... Mate ou morra, a regra vale para todos!
Primeira parte.
(abra o spoiler)
❝Ela caminhou a passos lentos e silenciosos, já havia algumas semanas que não se comunicava com ninguém, alguns dias que faltava água e luz, banho já não era tão frequente. Vestia calças velhas e rasgadas, seus cabelos estavam presos em um coque, com alguns fios soltos e extremamente sujos. Vestia uma camiseta preta, também suja e com alguns buracos, parecia ter se arrastado pelo chão ou se envolvido em uma briga feia e como o mundo estava naqueles dias não duvido nada que tenha sido isso mesmo.
Sua respiração funda fazia pouco barulho, nada que chamasse atenção” deles”. Não podia arriscar perder aquele lugar seguro para passar a noite, uma casa aparentemente boa, confortável. A mulher andou pelos cômodos para ter certeza de que não havia algo ou alguém. Era um lugar decente, o único que encontrou em 3 dias de caminhada. Adentrou em um cômodo, um quarto. Em sua mão uma faca de serra, grande e bem afiada, segurou o cabo da mesma de forma bem firme, deu um assovio baixo e na mesma hora viu duas cabeças se levantarem.
Ela já estava acostumada com isso, aquele instinto primitivo, aquela sede de sangue e fome de carne insaciáveis, não demorou muito e levantaram do chão partindo em direção ao barulho, em sua direção. Mas sua experiência de meses sobrevivendo a tudo aquilo não a deixou. Ela se posicionou atrás da porta e quando o primeiro entrou no quarto a mesma empurrou a porta rapidamente trancando um para o lado de fora, e outro lá dentro com ela, seus movimentos ágeis e reflexos rápidos a ajudaram e logo uma cabeça podre caiu ao chão seguido de um corpo mastigado e fétido. O outro estava a porta batendo nesta, gemendo como um porco no matadouro, já havia sentido o cheiro dela e agora queria pegá-la. A porta se abriu e a coisa adentrou pelo quarto vagarosamente então ela percebeu que uma de suas pernas era apenas um pedaço de osso do joelho para baixo, pedaços de pano cobriam seu corpo apodrecido. Nem precisou de muito esforço e logo o segundo já estava caído ao chão.
Depois de todo o estresse passou os olhos em volta e percebeu que o lugar que estava era um quarto de criança. Talvez duas. Havia um beliche, a cama de cima parecia ter uma colcha com naves espaciais, parecia da cor azul ou verde, mas estava extremamente suja. A de baixo, uma rosa, com alguns desenhos, mas a sujeira não a deixou ver o que realmente eram. Os cadernos de desenho ainda estavam jogados ao chão, agora sujos de sangue e barro. O papel de parede rabiscado de canetinhas coloridas. Uma cômoda, ela abriu a primeira gaveta e viu que estava revirada, como se tivessem pegado algumas coisas de dentro. Uma escrivaninha no canto do quarto com alguns cadernos e livros infantis em cima. A mulher foi andar pela casa, em busca de alguém mais para matar.
Desceu as escadas e notou que a sua direita parecia ter uma cozinha, foi em direção a esta. As cadeiras estavam sujas, algumas quebradas e espalhadas pelo chão da cozinha. Os armários entre abertos, com vasilhas, pratos e talheres, alguns destruídos pelo tempo. Seu olhar cansado e faminto vagou pela geladeira, comida estragada e alguns pedaços de carne apodrecidos era o que tinha dentro desta. Uma barra de cereais vencida foi a única coisa que ainda não tinha criado fungos e foi o que ela comeu.
Voltou ao quarto das crianças e pegou um ursinho marrom que estava em cima da cama de baixo, abraçou e devolveu pra lá. A janela deixava entrar os primeiros raios de sol. Segundo andar da casa, não havia perigo em dormir um pouco, arrastou os corpos lá de dentro, jogando-os para o primeiro andar. Olhou em sua volta, encostou a porta, posicionando a cômoda na frente desta, caso alguma criatura chegasse ali não conseguiria entrar.
Deitou-se no beliche de cima e abraçou o ursinho, porém sem largar sua faca. Seu olhar vago, passeava pelo teto do quarto, janela, suas mãos. Uma lagrima se formou em seu olho esquerdo, escorrendo por sua face rosada, sua mente não parava de funcionar, mas aos poucos o sono foi vencendo o seu choro. Pegou no sono esperando acordar daquele pesadelo. ❞
Segunda parte.
(abra o spoiler)
Gritos, choro, desespero. Corria em direção a nada, seu corpo molhado de suor, uma multidão atrás dela. Seus cabelos caiam-lhe a face, suas mãos tentavam desesperadamente agarrar-se a algo, mas suas tentativas foram em vão. Sentiu uma dor em sua perna, uma boca estava presa a ela. Em um segundo toda a sua vida passou em sua mente, numa tentativa desesperada de se agarrar a um desses pensamentos e fugir dali, num momento era humana e em outro, já não fazia mais ideia de quem era. Seus pés ela não controlava, mas via tudo passando a sua volta, se viu vagando sem rumo, sem direção.
Acordou assustada, ainda com os olhos fechados passou as mãos sobre o corpo pensando estar molhada. Sentiu-se seca, abriu os olhos tendo a sua frente o teto do quarto e se lembrou de onde estava. Suspirou aliviada. “Foi apenas um pesadelo” pensou. Sem relógio, olhou pela janela, ainda sobre a cama, deveria ser uma da tarde, talvez menos. O tempo já não importava mais, a única hora que importava era o agora, noite e dia. Hora do almoço? Ela já não sabia o que era fazer uma refeição normal há meses. Ergueu-se rápido da cama, achando ter ouvido passos no corredor. “Seria possível eles já terem entrado na casa, assim tão rápido?” Talvez fosse apenas a imaginação dela que a fizesse ouvir coisas.
– Shiii, fica quieta, não chora, eu vou proteger você. - Uma voz soou como um sussurro próxima a porta do quarto.
"Mas as criaturas não falavam e de quem seriam aquelas vozes?"
– Ei, tem alguém ai fora? – Disse a mulher torcendo para ser alguém, alguém vivo.
– Quem está ai? Essa é nossa casa, por favor, não mate a gente. – Falo uma voz que parecia ser de uma menina pequena.
Isabelli moveu a cômoda lentamente enquanto ouvia os cochichos no corredor, retirando-a da frente da porta e vagarosamente a abriu. À sua frente estavam duas crianças. Uma menina pequena, agarrada na cintura do que parecia ser seu irmão mais velho, que tinha em suas mãos uma frigideira enorme, os dois vestiam roupas rasgadas e mal cheirosas, cabelos desgrenhados, assim como ela.
– O que você quer conosco? O que você está fazendo em nossa casa? – Falou menino mais velho, com a voz tremula e amedrontada.
A mulher deu um sorriso meigo, talvez o primeiro depois do que passou.
– Eu não sabia que vocês estavam aqui. Pensei que a casa estivesse vazia... – Olhou para o menino e logo em seguida, voltou seus olhos para a pequena menina amedrontada.
– Ei, pequena, você está bem? Qual o seu nome? – Sorriu e procurou com os olhos algo que parecesse uma mordida, arranhão ou algo do tipo. Não encontrou e em sua mente agradeceu. A garotinha se conteve em esfregar o rosto no casaco do irmão e olhar para ele. Ele a olhou e fez como que um sinal de aprovação. Esta continuou agarrada ao casaco dele e sorriu para a mulher.
– Me chamo Lucy e todo mundo me chama de Lucy mesmo. Eu tenho quase 5 anos, quase uma mão inteira! – Sorriu novamente mostrando a mão aberta com os cinco dedinhos esticados. A mulher ficou um pouco espantada e deu uma rápida olhada para o menino.
– E eu me chamo Isabelli, mas todo mundo me chama de Isa, mas pode me chamar como preferir. E eu tenho 28 anos. E você? Qual seu nome, quantos anos têm... Pode me dizer? – Disse voltando seu olhar para o menino. Sorriu de canto. Seus olhos brilhavam, depois de tanto tempo ouvido gemidos, poder ouvir vozes de pessoas normais. Ele fez uma careta e logo sorriu estendendo a mão.
– Me chamo Michael e tenho 14 anos. – Ela segurou a mão dele cumprimentando-o e sorriu. Conversaram por alguns minutos e ela sentiu um aperto no coração de imaginar aquelas crianças tão pequenas passando por tanta coisa.
Talvez eles fossem depender um do outro, mais do que imaginam.
Terceira parte.
(abra o spoiler)
[SIZE=12pt]Ruídos na porta, socos, gemidos, gritos ocos assustadores. Não sabia o que havia chamado a atenção deles para a casa, mas eles estavam lá. [/SIZE]
[SIZE=12pt]– Vocês estão se escondendo aonde? – Perguntou puxando a menina e a segurando nos braços. [/SIZE]
[SIZE=12pt]– Lá em cima no sótão, eles não sobem lá, a escada levanta. - Disse o garoto.[/SIZE]
[SIZE=12pt]– Então vai pra lá e leva a sua irmã. – Isabelli falou em um cochicho.[/SIZE]
[SIZE=12pt]– Mas e você? – Perguntou o garoto assustado, pegando a menina nos braços. [/SIZE]
[SIZE=12pt]– Eu tenho que me livrar deles pra gente sair daqui. – Disse e logo foi em direção as escadas. [/SIZE]
[SIZE=12pt]– Não, Isabelli, no sótão tem um vão que da pro telhado e de lá da pra pular na casa da vizinha. É melhor, você não vai matar todos eles! [/SIZE]
[SIZE=12pt]Sem pestanejar, ela virou as costas para ele e foi para o quarto, voltou com a faca na mão e o ursinho na outra. – Vai, so... – Antes que pudesse terminar o barulho da porta caindo ao chão fez os 3 se assustarem e começar a correr. A garotinha começou a chorar e seu irmão tentando acalma-la. [/SIZE]
[SIZE=12pt]– Ei, não vai ser fácil eles nos pegarem não Lucy, olha quem a Belli trouxe pra proteger a gente. – A mulher entendeu e passou o ursinho para a mão do menino, enquanto corre na frente, puxando a cordinha que faz a escada do sótão descer, faz um barulho estridente, parecia enferrujada e velha. Eles aceleraram o passo e subiram rapidamente. Enquanto isso Michael ainda tentava acalmar Lucy. [/SIZE]
[SIZE=12pt]– O Teddy, olha, ele vai proteger a gente. – A menina pegou o ursinho das mãos dele e o abraçou, prendendo o choro. Isabelli puxou lentamente a escada, batendo-a de forma leve para não atraí-los. [/SIZE]
[SIZE=12pt]Os gemidos e passos arrastados passavam de um lado para o outro em baixo de seus pés, Lucy estava no canto brincando com o Teddy em silencio, havia um rolo de esparadrapo ali e a menina passou um pouco na boca do ursinho, fazendo sinal para que ele não falasse ou fizesse barulho e logo em seguida colocou na sua. A mulher viu a cena e perguntou ao garoto o porquê daquela atitude da menina. [/SIZE]
[SIZE=12pt]– Bem, é que a minha irmã é um pouco escandalosa e quando papai e mamãe saíam para procurar comida... – Ele pausou como se hesitasse algo. [/SIZE]
[SIZE=12pt]– Bem, ela chorava e atraia eles para a casa, então eu fiz isso com ela depois ela passou a fazer sozinha. [/SIZE]
[SIZE=12pt]- Entendo, e... há quanto tempo vocês estão sozinhos? – Perguntou enquanto analisada o local. [/SIZE][SIZE=12pt]Ele abaixou a cabeça como se não quisesse tocar no assunto, mas prosseguiu.[/SIZE]
[SIZE=12pt]– Bem, mamãe e papai saíram a alguns dias dizendo que iam buscar comida, mas não voltaram mais. Se for contar as noites... Talvez 4 ou 5 dias que saíram. [/SIZE]
[SIZE=12pt]– E desde então vocês estão sozinhos aqui no sótão? E tem comida pra vocês? – Perguntou preocupada. Seus olhos passeavam pelo sótão. Alguns isopores num canto, cobertores e lenções em outro, travesseiros encardidos. Muito lixo pelo chão. Pacotes de biscoito, pedaços de comida estragada. [/SIZE]
–[SIZE=12pt] Tem mas já esta no fim. A energia aqui acabou a umas 2 semanas e como meu pai tinha um freezer lá em baixo no porão ele tinha bastante gelo por que ele caçava, eles pegaram uns isopores nas casas do lado colocamos tudo aqui em cima e ficamos comendo o que ainda estava bom. Mas o gelo não durou muito e logo eles começaram a ter que sair nas casas vizinhas pra ‘pegar’ comida. – A mulher permaneceu em silencio, ouvindo o garoto e prestando atenção nos ruídos abaixo. [/SIZE]
[SIZE=12pt]Ele continuou. [/SIZE]
[SIZE=12pt]– Sabe, no inicio, ia um de cada vez. Sempre ficava alguém aqui com a gente. Mas depois que a mamãe foi mordida papai ficou com medo e foi com ela. [/SIZE]
[SIZE=12pt]– Espera?! Sua mãe... Ela foi... Mordida?! Quando? Que dia?[/SIZE]
[SIZE=12pt]– Sim, ela foi mordida sim. Qual o espanto? Um monte de gente querendo comer as pessoas e acabou pegando ela. Mas ela foi rápida e conseguiu fugir dele. Bem, foi um dia antes deles sumirem. – A mulher abaixou a cabeça pondo ambas as mãos sobre a mesma. [/SIZE]
[SIZE=12pt]– E a sua mãe, teve febre? Ela reclamou de dor de cabeça ou algo do tipo? [/SIZE]
[SIZE=12pt]– Só no dia, no outro eles saíram cedo. Mas eu não dormi aquela noite e ouvi mamãe chorando e falando pro papai que ela não ia morrer, que ninguém ia morrer. No outro dia de manhã eu levantei e ouvi eles conversando algo no corredor, eu não sei bem o que era não consegui prestar atenção e quando eu cheguei mamãe me abraçou e mandou eu cuidar da minha irmã, disse que me amava, papai fez o mesmo, eles disseram que iam procurar comida de manhã, por que achavam mais fácil de fugir daquelas coisas... E não voltaram mais... – A mulher sentia uma dor profunda em seu peito. Ela não sabia como dizer que a mãe deles era uma daquelas criaturas e que seu pai também poderia ser. Como ela contaria isso para ele? Deixou quieto por enquanto. Não tinha jeito, uma hora eles iriam descobrir por si próprios. Ela sabia que não seria bom revelar aos irmãos, naquele momento que todos que ela viu sendo mordidos se transformaram em menos de 72 horas. Seus amigos, seus vizinhos... E até seu marido. [/SIZE]
[SIZE=12pt]– Ei, será que a mamãe passou mal e papai foi com ela procurar um médico? E se a gente fosse ao hospital pra tentar achar eles? Talvez eles estejam por lá. – Disse o menino e em seus olhos havia um brilho tão esperançoso que doeu o peito de Isabelli.[/SIZE]
[SIZE=12pt]– Sim, podemos passar sim, mas vamos ter que ir com muito cuidado, por que talvez alguém lá esteja infectado, talvez seus pais tenham ido por outro lugar. Talvez tenham se perdido... Não tem como sabermos Michael. – As palavras saíram amargas dos lábios dela e um nó em sua garganta quase a fez perder a voz e então se fez silencio por alguns minutos, mas não durou muito. Não por parte ‘’deles’’.[/SIZE]
[SIZE=12pt]Por alguns instantes os três ficaram quietos. Nem ao menos suas respirações eram audíveis. Um frio passou pela coluna de Isabelli que se movimentou lentamente até a pequena Lucy e a agarrou em seus braços, vendo que a mesma segurava os lábios com uma mão e com a outra agarrava o ursinho. [/SIZE]
[SIZE=12pt]A infestação abaixo de seus pés aumentara de forma significativa desde a hora em que entraram no sótão. A mulher se abaixou no canto com a menina nos braços e logo Michel veio e se encolheu ao lado da mulher. Eles perambulavam de um lado para o outro no corredor, como se tivessem sentido a presença dos três ali em cima. Isabelli apenas olhava para as crianças e estas entendiam que era para manter o silêncio. [/SIZE]
[SIZE=12pt]Minutos pareciam mais horas, o tempo parecia ter parado naquele momento e Isabelli sentia que não iria aguentar por muito mais tempo, Lucy parecia soluçar em seu colo. Mas logo se ouviu tiros ao longe, o que pareciam fuzis, metralhadoras. Parecia ter começado uma guerra do outro lado da cidade. E o melhor, o barulho atraia aquelas coisas e eles foram salvos pelo gongo. Logo foi possível ouvir os passos se arrastando para fora de casa e até alguns deles despencaram janela abaixo seguindo o barulho. Não demorou muito e os passos cessaram. Não se ouvia um ruído se quer vindo de dentro da casa. [/SIZE]
–[SIZE=12pt] Tome, segure-a, vou ver se foram todos embora. [/SIZE]
–[SIZE=12pt] Não faça isso Isa! – Disse Michel segurando-a pelo braço. [/SIZE]
–[SIZE=12pt] Menino, não se preocupe, estou a mais de dois meses vagando sozinha por ai, sei bem o que posso ou não fazer, não se preocupe. Está tudo bem, apenas segure sua irmã e cuide para que fique em silêncio. – Ele a obedeceu, mas em seus olhos era visível o desespero. Não queria ficar sozinho com a irmã novamente. Era responsabilidade de mais. Peso de mais se algo acontecesse a ela. Isabelli abaixou a escada lentamente e pode ver metade do corredor, nenhuma sombra, nem vulto, o cheiro não estava tão podre como quando havia alguns deles. Bem, aparentemente a área estava limpa. Aparentemente. Colocou o pé no primeiro degrau da escada. Ainda era possível ouvir o barulho de tiros e ao fundo, helicópteros. “Seria uma boa se desse pra sinalizar, chamar a atenção dos helicópteros com alguma coisa...” Pensou enquanto descia a escadas.
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